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BEĨ Editora apresenta livro que combina arte urbana de São Paulo, Nova York e Berlim.

24 de março de 2017

Ensaio triplo de Eduardo e Gabriela Longman compõe Grafite – Labirintos do Olhar a ser lançado em abril.

Três cidades e sua produção de arte urbana. Num percurso marcado pela observação, reflexão e pesquisa, o fotógrafo Eduardo Longman e a jornalista Gabriela Longman trabalham desde 2014 para criar Grafite – labirintos do olhar. O livro, bilíngue, é resultado de incursões dos autores pelas ruas de São Paulo, Nova York e Berlim.

O projeto surgiu de conversas entre os autores, pai e filha, sobre trabalhos que poderiam realizar juntos. Ele lembrou de um ensaio emblemático que fizera sobre o centro de São Paulo para a 14ª Bienal Internacional de São Paulo exibido também no MIS em 1980); ela, jornalista na área cultural, trouxe o interesse pelo desenvolvimento da linguagem global do grafite em diferentes arquiteturas e contextos.

“Olhamos para um fenômeno contemporâneo inquietante que, ao romper com o estabelecido, propõe  questionamentos sobre o espaço urbano e sobre a própria ideia de criação artística”, diz Eduardo.

“Este livro procura situar o grafite nem no céu, nem no inferno, mas procura exaltar algumas de suas qualidades, especialmente o ideal de liberdade, risco e experimentação envolvidos. Não é apenas um livro de fotografia – ainda que as fotos extrapolem, e muito, o registro documental –, não é um diário de viagem, não é um catálogo artístico e não é uma reportagem – ainda que essas categorias estejam misturadas aqui e ali, assim como os grafites se misturam tantas vezes entre cartazes, tapume e telhados”, escreve Gabriela na introdução.

O lançamento acontece em várias etapas. A primeira delas será no dia 7 de abril, com uma palestra dentro dos Talks da Arte! Brasileiros durante a SP-Arte. Ali, os autores participam de uma mesa com Nelson Brissac e Baixo Ribeiro, da galeria Choque Cultural.

Com um capítulo dedicado a cada uma das cidades, o livro tem design criado pela Bloco Gráfico, capa impressa em serigrafia e uma combinação de papéis que remete à sinalização urbana.

SOBRE OS AUTORES

Eduardo Longman – 1952

Fotógrafo, expôs pela primeira vez na 14 ª Bienal de São Paulo (1974) e participou da coletiva Brésil des Bresiliénnes no Centre Pompidou, em Paris. Entre suas individuais estão São Paulo Centro: em busca do humano (MIS – Museu da Imagem e do Som), galeria Il Fotogramma (Roma) e Fototeca de Havana (Cuba). Entre suas outras atividades estão a de fotógrafo de estúdio, na área de publicidade, com trabalhos realizados para inúmeras agências e clientes.

Gabriela Longman – 1983

Jornalista é mestre em Arte & Linguagem pela EHESS-Paris e doutoranda em Teoria Literária pela USP. Foi repórter na Ilustrada, da Folha de São Paulo, coordenou a área de comunicação da Flip e atua na comunicação da Bienal de São Paulo.

Em 2014, desenvolveu um mapeamento de artes visuais no Brasil por encomenda do SESC-SP. É colaboradora do Valor Econômico, Casa Vogue e outras publicações. Desenvolve projetos de conteúdo sobre cidades, arte e literatura.

Fonte: Cobogó Relações Públicas

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